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Diogo Ventura
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Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt Enviado: 26 Dez 2009, 19:39 |
Registado: 08 Abr 2008, 09:55 Mensagens: 483
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SEGUNDO ARTIGO (Novinho!), Jornal TERRAS BRANCAS, Borba, 24 Dezembro-2009 O ESTATUTO DA EXTREMADURA ESPANHOLA FOI ATRASADO... POR CAUSA DE OLIVENÇA! O novo estatuto autonómica da Extremadura Espanhola deverá ver a sua aprovação atrasada, e ser obrigado a contemplar a existência do Português de Olivença e Táliga. Recorde-se que, em 2008, o Português de Olivença e Táliga foi considerado pelos departamentos especializados da União Europeia como sendo uma caracteríataca cultural pouco acarinhada, e muito menos "protegida"... e isto independentemente de considerações sobre a legalidade da Soberania a que a região deverá obedecer. Agora, nas Cortes espanhola (Parlamento), o Grupo parlamentar do Bloco Nacionalista Galego impediu a aprovação do Estatuto da Região da Extremadura, exactamente porque considera que o Português de Olivença é algo muito específico e já alvo de reparos europeus quanto à sua situação no terreno, e tal particularidade não se encontrar referida no Estatuto proposto. O grupo parlamentar em questão quer também salvaguardar outros aspectos, como o do dialecto "galaicoportuguês" que se fala en el Valle de Jálima (Serra da Gata). Parece, pois, que apesar de alguma inexplicável quase indiferença em Portugal, que francamente não parece minimamente lógica, o Português de Olivença vai somando algumas vitórias, pelo que o grupo oliventino que por ele mais se bate (a Associação "Além Guadiana") se pode orgulhar de, em pouco tempo, estar a alcançar sucessos notáveis. Espera-se que, da parte de autoridades portuguesas, nomeadamente dos meios intelectuais, surjam reacções de regozijo e apoio perante tais novos desenvolvimentos. Vamos a ver o que se seguirá! Estremoz, 17 de Dezembro de 2009 Carlos Eduardo da Cruz Luna 
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Diogo Ventura
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Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt Enviado: 01 Jan 2010, 13:50 |
Registado: 08 Abr 2008, 09:55 Mensagens: 483
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O DIABO, 29 de Dezembro de 2009 (inclui fotografia da Ponte da Ajuda) OLIVENÇA ATRASA ESTATUTO ESPANHOL O novo estatuto autonómica da Extremadura Espanhola deverá ver a sua aprovação atrasada, e ser obrigado a contemplar a existência do Português de Olivença e Táliga. Recorde-se que, em 2008, o Português de Olivença e Táliga foi considerado pelos departamentos especializados da União Europeia como sendo uma caracteríataca cultural pouco acarinhada, e muito menos "protegida"... e isto independentemente de considerações sobre a legalidade da Soberania a que a região deverá obedecer. Agora, nas Cortes espanhola (Parlamento), o Grupo parlamentar do Bloco Nacionalista Galego impediu a aprovação do Estatuto da Região da Extremadura, exactamente porque considera que o Português de Olivença é algo muito específico e já alvo de reparos europeus quanto à sua situação no terreno, e tal particularidade não se encontrar referida no Estatuto proposto. O grupo parlamentar em questão quer também salvaguardar outros aspectos, como o do dialecto "galaicoportuguês" que se fala en el Valle de Jálima (Serra da Gata). Parece, pois, que apesar de alguma inexplicável quase indiferença em Portugal, que francamente não parece minimamente lógica, o Português de Olivença vai somando algumas vitórias, pelo que o grupo oliventino que por ele mais se bate (a Associação "Além Guadiana") se pode orgulhar de, em pouco tempo, estar a alcançar sucessos notáveis.(...) Carlos Eduardo da Cruz Luna 
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Diogo Ventura
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Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt Enviado: 04 Jan 2010, 16:50 |
Registado: 08 Abr 2008, 09:55 Mensagens: 483
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PÚBLICO,31-Dezembro-2009 (Ref. Refinaria Balboa) Espanha necessita da Refinaria Balboa "para ser auto-suficiente em gasóleo" Por Carlos Dias Antes do Verão não serão conhecidos os efeitos do projecto petroquímico no ambiente. Autoridades espanholas solicitam mais elementos sobre a refinaria A delegada do Governo espanhol na região da Extremadura, Carmen Pereira, considera a Refinaria Balboa, que o Grupo Alfonso Gallardo pretende construir em Los Santos de Maimona, a cerca de 50 quilómetros da fronteira portuguesa, uma "indústria necessária" a Espanha. O desequilíbrio entre a oferta e procura de gasóleo e o encarecimento do produto petrolífero são factores que sustentam o argumento de Carmen Pereira. O país vizinho tem de importar 45 por cento do gasóleo que consome, uma dependência que seria atenuada com a entrada em funcionamento da Refinaria Balboa, admitiu a delegada do Governo espanhol à agência EFE há uma semana. Posição contrária é assumida por Leonardo Clemente, porta-voz da Plataforma Cidadã Refinaria Não, movimento de oposição ao projecto petroquímico, que acusou os governantes extremenhos de estarem a defender uma infra-estrutura "inviável". O facto de o projecto ter estado sujeito a constantes adiamentos na sua construção desde 2003 significa que a refinaria Balboa "não tem viabilidade", prossegue Leonardo Clemente, destacando a posição da secretária de Estado das Alterações Climáticas do Ministério do Ambiente espanhol, Teresa Ribero, que no passado dia 11 de Dezembro, disse que o Grupo Alfonso Gallardo "ainda não apresentou todos os elementos necessários para se chegar a fazer uma avaliação do impacte ambiental do projecto". Com efeito, o Ministério do Ambiente espanhol continua a analisar o projecto da refinaria Balboa que se pretende instalar a cerca de 50 quilómetros da fronteira portuguesa, na região de Badajoz. No início de Outubro, os promotores do projecto enviaram ao Governo um novo requerimento, com dados sobre o traçado do oleoduto que transportará o crude a partir do porto de Huelva até à refinaria, ao longo de 180 quilómetros. A demora da decisão final sobre este empreendimento deve-se à sua complexidade e ao facto de ter suscitado muitas observações de particulares ou instituições, que tornaram a análise "morosa", referiu Carmen Pereira. A delegada admitiu já que "antes do Verão" não haverá uma decisão sobre a dimensão dos impactes ambientais que a nova refinaria poderá provocar. O Ministério do Ambiente português, no parecer que elaborou com base nas informações das autoridades espanholas sobre o projecto da refinaria admitiu que o empreendimento "é susceptível de provocar impactes negativos" designadamente sobre a albufeira de Alqueva e o trecho do rio Guadiana a jusante. As autoridades portuguesas defendem a sua reformulação, de modo a que assegure "tratamentos avançados" que eliminem ou reduzam as cargas totais de poluentes. 
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Diogo Ventura
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Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt Enviado: 06 Jan 2010, 17:16 |
Registado: 08 Abr 2008, 09:55 Mensagens: 483
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(JORNADA DE 28-FEVEREIRO-2009): REVISTA CONTRABANDO (DOURO; Bragança e Salamanca)(MULTILINGUE; PAPEL E "NET"/www.contrabando.org), Janeiro-Fevereiro-2010 AFINAL, HÁ UM TEXTO SOBRE A JORNADA DO "ALÉM GUADIANA" DE 28 de Fevereiro de 2009 no "Contrabando"; SEGUE EXPLICAÇÃO DO JORNAL...E TEXTO !!! Prezado Carlos Luna, Em primeiro lugar desejar-lhe um bom ano de 2010, e pedir-lhe desculpa, em nome do CONTRANANDO, pela não inclusão do seu texto, colaboração que com gosto assinalamos, mas que por diversas razões técnicas e ou de lapsos causados pela pressão de fazer sair um jornal na data programada, causaram esta falha. O projecto está agora a crescer, é como deve já ter reparado sofre de alguma falta de estrutura, e naturalmente de gente na redacção, apesar dos muitos colaboradores altruístas que já se encontram nesta rede.. De qualquer forma, o tema de Olivença e da Vossa associação, muito nos interessa, e também por isso foi lembrada na secção Colectivos Raianos. O texto do Carlos Luna, encontra-se desde esta manhã, no nosso portal em últimas notícias - Revista 2009... Espero que compreenda e que possamos continuar a trocar ideias, conteúdos e optimismo para as nossas causas comuns... Com os melhores cumprimentos, o director Daniel Gil ___________________________________________ UM ESTRONDOSO ÊXITO, A JORNADA DO PORTUGUÊS DE OLIVENÇA DO DIA 28 DE FEVEREIRO DE 2009 (COM PRESENÇAS DE "PESO"!!!)(DUAS VERSÕES) O dia amanheceu sem nuvens significativas. O Sol pareceu querer saudar o evento. E não era para menos! Neste dia 28 de Fevereiro de 2009, e pela primeira vez desde 1801, a Língua Portuguesa manifestava-se livremente em Olivença. Mais do que isso, com a "cobertura" das autoridades espanholas máximas a nível local e regional. E, talvez ainda (!) mais importante do que tudo isso, graças à iniciativa, ao esforço, à coragem de uma associação oliventina, a Além-Guadiana. Não por acaso, jornais e televisões estavam representados. E talvez por acaso, pois outra razão seria insustentável, não estavam órgãos de comunicação portugueses, empenhados com outras realidades informativas. De facto, decorria o Congresso do Partido do Governo em Lisboa. A Jornada do Português Oliventino decorreu na Capela do vetusto Convento português de São João de Deus. Num clima de alguma emoção. Estava-se a fazer História... e quase 200 pessoas foram testemunhas disso, entre as quais o arqueólogo Cláudio Torres, o "herói" do mirandês Amadeu Ferreira, e... bem... fiquemos por aqui! Falou primeiro o Presidente da Junta da Extremadura espanhola, Guillermo Fernández Vara. Curiosamente, um oliventino. Foi comovente ouvi-lo confessar que, na sua casa paterna, o Português era a língua dos afectos. Uma herança que ele ainda conserva, apesar de já ser bem crescidinho... e Presidente duma região espanhola. De certa forma, estava dado o mote. O Presidente da Câmara de Olivença, Manuel Cayado, falou em seguida, realçando o amor pela língua portuguesa, e acentuando o papel de Olivença como ponto de encontro entre as culturas de Portugal e Espanha. Joaquín Fuentes Becerra, presidente da Associação, fez então uma breve intervenção, em que se destacou a insistência no aspecto cultural da Jornada. Juan Carrasco González, um conhecido catedrático, falou das localidades extremenhas, quase todas fronteiriças, onde se fala português, com destaque para Olivença, e defendeu que tal característica se deveria conservar. Usou depois da palavra Eduardo Ruíz Viéytez, director do Instituto dos Direitos Humanos e Consultor do Conselho da Europa, vindo de Navarra, embora nascido no País Basco, que defendeu as línguas minoritárias e explicitou a política do Conselho da Europa em relação às mesmas. Informou a assistência sobre o ocorrido com o Português de Olivença. De facto, o Conselho da Europa já havia pedido informações ao Estado Espanhol sobre este desde 2005, sem que Madrid desse resposta. Em 2008, graças à Associação Além-Guadiana, fora possível conhecer detalhes, com base nos quais o Conselho fizera recomendações críticas. Seguiu-se Lígia Freire Borges, do Instituto Camões, que destacou o papel da Língua Portuguesa no mundo, com assinalável ênfase e convicção. Tal discurso foi extremamente importante, já que, tradicionalmente, em Olivença, se procurava (e ainda há quem procure) menorizar o Português face ao "poderio planetário" do espanhol/castelhano. Uma pequena mesa redonda antecedeu o Almoço. Foi a vez de ouvir a voz de alguns oliventinos, em Português, bem alentejano no vocabulário e no sotaque, em intervenções comoventes, em que não faltaram críticas e denúncias de situações de repressão linguística não muito longe no tempo.Destaque para o também o igualmente oliventino, da aldeia de São Jorge de Alôr, Servando Rodríguez Franco, que ministra cursos de Português. À tarde, falaram Domingo Frade Gaspar (pela fala galega, nascido na raia extremenha) e José Gargallo Gil (de Valência, a leccionar em Barcelona), ambos professores universitários, que continuaram a elogiar políticas de recuperação e conservação de línguas minoritárias. O segundo fez mesmo o elogio da existência de fronteiras e do de seu estatuto de lugar de encontro e de compreensão de culturas diferentes, embora não como barreiras intransponíveis. Seguiu-se Manuela Barros Ferreira, da Universidade de Lisboa, que relatou a experiência significativa de recuperação, quase milagrosa, do Mirandês, a partir de uma muito pequena comunidade de falantes, convencidos, afinal erradamente, de que aquela língua tinha chegado ao fim. O exemplo foi muito atentamente escutado pelos membros do Além-Guadiana. Falou finalmente o Presidente da Câmara Municipal de Barrancos, a propósito dos projectos de salvaguardar o dialecto barranquenho e de o levar à "oficialização". Queixou-se do estado de abandono em que se sentia o povo de Barrancos face a Lisboa. No final, foi projectado um curto filme sobre o Português oliventino, realizado por Mila Gritos. Nele surgiam oliventinos a contar a história de cada um, sempre em Português, explicando os preconceitos que rodeavam ainda o uso da Língua de Camões e contando histórias pitorescas. A finalizar o "documentário", uma turma de jovens alunos de uma escola numa aula de Português pretendia mostrar para a câmara os caminhos do futuro. Deu por encerrada a sessão Manuel de Jesus Sanchez Fernandez, da Associação Além-Guadiana, que ironizou um bocado com as características alentejanas do Português de Olivença, comparando-o com o pseudo superior Português de Lisboa. A noite já tinha caído quando, e não sem muitos cumprimentos e alegres trocas de impressões finais, os assistentes e os promotores da Jornada abandonaram o local. Com a convicção de que tinham assistido a algo notável. Estremoz, 28 de Fevereiro de 2009 Carlos Eduardo da Cruz Luna 
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Diogo Ventura
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Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt Enviado: 07 Jan 2010, 20:36 |
Registado: 08 Abr 2008, 09:55 Mensagens: 483
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O TEXTO DA "CONTRABANDO", ( www.contrabando.org), 6-Janeiro-2010 (saíu com algumas correcções que melhoraram a notícia) REVISTA 2009: Um estrondoso êxito, a Jornada do português de Olivença no mês de Fevereiro 06-01-2010O dia amanheceu sem nuvens significativas. O Sol pareceu querer saudar o evento. E não era para menos! Neste dia 28 de Fevereiro de 2009, e pela primeira vez desde 1801, a Língua Portuguesa manifestava-se livremente em Olivença. Mais do que isso, com a "cobertu=a" das autoridades espanholas máximas a nível local e regional. E, talvez ainda (!) mais importante do que tudo isso, graças à iniciativa, ao esforço, à coragem de uma associação oliventina, a Além-Guadiana. Não por acaso, jornais e televisões estavam representados. E não talvez por acaso, pois outra razão seria insustentável, não estavam órgãos de comunicação portugueses, empenhados com outras realidades informativas. De facto, decorria o Congresso do Partido do Governo em Lisboa. A Jornada do Português Oliventino decorreu na Capela do vetusto Convento português de São João de Deus. Num clima de alguma emoção. Estava-se a fazer História... e quase 200 pessoas foram testemunhas disso, entre as quais o arqueólogo Cláudio Torres, o "herói" do mirandês Amadeu Ferreira, e... bem... fiquemos por aqui! Falou primeiro o Presidente da Junta da Extremadura espanhola, Guillermo Fernández Vara. Curiosamente, um oliventino. Foi comovente ouvi-lo confessar que, na sua casa paterna, o Português era a língua dos afectos. Uma herança que ele ainda conserva, apesar de já ser bem crescidinho... e Presidente duma região espanhola. De certa forma, estava dado o mote. O Presidente da Câmara de Olivença, Manuel Cayado, falou em seguida, realçando o amor pela língua portuguesa, e acentuando o papel de Olivença como ponto de encontro entre as culturas de Portugal e Espanha. Joaquín Fuentes Becerra, presidente da Associação, fez então uma breve intervenção, em que se destacou a insistência no aspecto cultural da Jornada. Juan Carrasco González, um conhecido catedrático, falou das localidades extremenhas, quase todas fronteiriças, onde se fala português, com destaque para Olivença, e defendeu que tal característica se deveria conservar. Usou depois da palavra Eduardo Ruíz Viéytez, director do Instituto dos Direitos Humanos e Consultor do Conselho da Europa, vindo de Navarra, embora nascido no País Basco, que defendeu as línguas minoritárias e explicitou a política do Conselho da Europa em relação às mesmas. Informou a assistência sobre o ocorrido com o Português de Olivença. De facto, o Conselho da Europa já havia pedido informações ao Estado Espanhol sobre este desde 2005, sem que Madrid desse resposta. Em 2008, graças à Associação Além-Guadiana, fora possível conhecer detalhes, com base nos quais o Conselho fizera recomendações crítticas. Seguiu-se Lígia Freire Borges, do Instituto Camões, que destacou o papel da Língua Portuguesa no mundo, com assinalável ênfase e convicção. Tal discurso foi extremamente importante, já que, tradicionalmente, em Olivença, se procurava (e ainda há quem procure) menorizar o Português face ao "poderio planetário" do espanhol/castelhano. Uma pequena mesa redonda antecedeu o Almoço. Foi a vez de ouvir a voz de alguns oliventinos, em Português, bem alentejano no vocabulário e no sotaque, em intervenções comoventes, em que não faltaram críticas e denúncias de situações de repressão linguística não muito longe no tempo.Destaque para o também o igualmente oliventino, da aldeia de São Jorge de Alôr, Servando Rodríguez Franco, que ministra cursos de Português. À tarde, falaram Domingo Frade Gaspar (pela fala galega, nascidona na raia extremenha) e José Gargallo Gil (de Valência, a leccionar em Barcelona), ambos professores universitários, que continuaram a elogiar políticas de recuperação e conservação de línguas minoritárias. O segundo fez mesmo o elogio da existência de fronteiras e do seu estatuto de lugar de encontro e de compreensão de culturas diferentes, embora não como barreiras intransponíveis. Seguiu-se Manuela Barros Ferreira, da Universidade de Lisboa, que relatou a experiência significativa de recuperação, quase milagrosa, do Mirandês, a partir de uma muito pequena comunidade de falantes, convencidos, afinal erradamente, de que aquela língua tinha chegado ao fim. O exemplo foi muito atentamente escutado pelos membros do Além-Gua=iana. Falou finalmente o Presidente da Câmara Municipal de Barrancos, a propósito dos projectos de salvaguardar o dialecto barranquenho e de o levar à "oficialização". Queixou-se do estado de abandono em que se sentia o povo de Barrancos face a Lisboa. No final, foi projectado um curto filme sobre o Português oliventino, realizado por Mila Gritos. Nele surgiam oliventinos a contar a história de cada um, sempre em Português, explicando os preconceitos que rodeavam ainda o uso da Língua de Camões e contando histórias pitorescas. A finalizar o "documentário", uma turma de jovens alunos de uma escola numa aula de Português pretendia mostrar para a câmara os caminhos do futuro. Deu por encerrada a sessão Manuel de Jesus Sanchez Fernandez, da Associação Além-Guadiana, que ironizou um bocado com as características alentejanas do Português de Olivença, comparando-o com o pseudo superior Português de Lisboa. A noite já tinha caído quando, e não sem muitos cumprimentos e alegres trocas de impressões finais, os assistentes e os promotores da Jornada abandonaram o local. com a convicção de que tinham assistido a algo notável. Carlos Luna 
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Diogo Ventura
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Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt Enviado: 18 Jan 2010, 19:00 |
Registado: 08 Abr 2008, 09:55 Mensagens: 483
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EXPRESSO, 16 de Janeiro de 2010 (A CARTA DA SEMANA, GRANDE DESTAQUE!!!) A CARTA DA SEMANA OLIVENÇA ATRASA ESTATUTO DA EXTREMADURA ESPANHOLA (Nota: o EXPRESSO fez um resumo, m,as um BOM resumo, respeitador das ideias principais!!!) O novo estatuto autonómica da Extremadura Espanhola deverá ver a sua aprovação atrasada, e ser obrigado a contemplar a existência do Português de Olivença e Táliga. Recorde-se que, em 2008, o Português de Olivença e Táliga foi considerado pelos departamentos especializados da União Europeia como sendo uma caracteríataca cultural pouco acarinhada, e muito menos "protegida"... e isto independentemente de considerações sobre a legalidade da Soberania a que a região deverá obedecer. Agora, nas Cortes espanhola (Parlamento), o Grupo parlamentar do Bloco Nacionalista Galego impediu a aprovação do Estatuto da Região da Extremadura, exactamente porque considera que o Português de Olivença é algo muito específico e já alvo de reparos europeus quanto à sua situação no terreno, e tal particularidade não se encontrar referida no Estatuto proposto. O grupo parlamentar em questão quer também salvaguardar outros aspectos, como o do dialecto "galaicoportuguês" que se fala en el Valle de Jálima (...). Parece, pois, que apesar de alguma inexplicável quase indiferença em Portugal, (...) o Português de Olivença vai somando algumas vitórias, pelo que o grupo oliventino que por ele mais se bate (a Associação "Além Guadiana") se pode orgulhar de, em pouco tempo, estar a alcançar sucessos notáveis. Espera-se que, da parte de autoridades portuguesas (...) surjam reacções de regozijo e apoio perante tais novos desenvolvimentos. Vamos a ver o que se seguirá! Estremoz, 17 de Dezembro de 2009 Carlos Eduardo da Cruz Luna 
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Diogo Ventura
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Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt Enviado: 23 Jan 2010, 16:33 |
Registado: 08 Abr 2008, 09:55 Mensagens: 483
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COMENTÁRIO MEU (DE CARLOS LUNA) AO TEXTO DE VASCO GRAÇA MOURA NO D.N. DE 20-Janeiro-2010 Embora esteja muito longe, ideologicamente, de Vasco Graça Moura, não posso deixar de reconhecer que ele tem alguma razão. Na verdade, em relação a Espanha, Sócrates não tem revelado um minimo de noção de História e de perspectiva estratégica (e isto não se trata de defender velhas posições de xenofobia anti-espanhola). Mas... certos silêncios das élites portuguesas são cúmplices. Para se ter uma ideia de como Madrid (não) respeita a História e a Cultura, vá-se a Olivença, e veja-se o que se aprende nas Escolas. Olivença... tema de que muitos se riem... mas cuja questão em aberto permite a Portugal explorar com à vontade as águas do Alqueva (Acordos de 1968)... enquanto, hipocritamente, se finge que o problema não existe.... C. LUNA 
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Diogo Ventura
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Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt Enviado: 24 Fev 2010, 13:02 |
Registado: 08 Abr 2008, 09:55 Mensagens: 483
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NOTÍCIAS ALENTEJO (Jornal Digital),Alqueva, Olivença, 23 de Fevereiro de 2010 Alqueva: Barcos portugueses proibidos de navegar na margem espanhola Alqueva: Barcos portugueses proibidos de navegar na margem espanhola A Questão das águas do Alqueva continua a ser referida muito superficialmente. Poucos se dão ao trabalho de tentar saber que acordos luso-espanhóis sustentam direitos sobre o novo lago e a sua exploração. Agora, Espanha, ou a Extremadura (espanhola), proíbem navegações portuguesas na "sua" margem.. Na verdade, nesta questão parece dominar um só sentimento: o silêncio. E porquê? Porque existe um acordo claro, que desde logo demonstra que nenhuma autoridade espanhola pode proibir seja o que for no Alqueva. Foi assinado em 1968, e o Estado Português tem tido a preocupação de dizer que o mesmo se mantém em vigor (em 2002, isso foi reafirmado). O texto é claríssimo, e reproduzo-o aqui na sua versão espanhola: «Instrumento de ratificación del Convenio y Protocolo adicional entre España y Portugal para regular el uso y aprovechamiento hidráulico de los tramos internacionales de los ríos Limia, Miño, Tajo, Guadiana y Chanza y sus afluentes, firmado en Madrid el 29 de mayo de 1968./. Article III states: El aprovechamiento hidráulico de las siguientes zonas de los tramos internacionales de los restantes ríos mencionados en el artículo primero será distribuido entre España y Portugal de la forma siguiente:[...]E) Se reserva a Portugal la utilización de todo el tramo del río Guadiana entre los puntos de confluencia de éste con los ríos Caya y Cuncos, incluyendo los correspondientes desniveles de los afluentes en el tramo.» Não é segredo sequer por que razão a Espanha cedeu a considerar as duas margens do Guadiana como portuguesas. Tudo "gira" em torno da Questão de Olivença, queira-se ignorar, ou não, este facto. Madrid tentava evitar que a polémica de Olivença chegasse à O.N.U., numa altura em que reclmava a descolonização de Gibraltar. O próprio Direito Português consagra tal situação. O Dicionário jurídico da Administração Pública, de 1999, diz textualmente:«(...) Existem, por conseguinte, três troços da fronteira terrestre luso-espanhola a considerar: o primeiro, que vai do Rio Minho à confluência do Caia com o Guadiana, definido pelo Tratado de 1864; o segundo, que vai do Rio Cuncos até à Foz do Guadiana, definido pelo convénio de 1926; e o TERCEIRO, CONSTITUÍDO PELA PARTE DA FRONTEIRA QUE VAI DA CONFLUÊNCIA DO CAIA COM O GUADIANA ATÉ AO RIO CUNCOS, que se ACHA POR DEFINIR POR ACORDO COM ESPANHA em virtude DA QUESTÃO DE OLIVENÇA.;(...) A razão desta delimitação proveio do facto do troço de fronteira ao sul do Caia até ao Rio Cuncos, correspondendo à região de Olivença,n unca ter sido reconhecida por Portugal que, desde 1815, contestou a posse de Olivença pela Espanha.(...)». Não é possível pensar que o Estado espanhol desconheça o que assinou e o que Lisboa lhe tem transmitido ao longo dos últimos duzentos anos. Talvez as autoridades locais pensem que o Estado português, que tão acefalamente, por vezes, tem ligado as suas decisões aos interesses de Madrid, confundindo amizade (legítima e desejável) com subserviência (o que não é nunca respeitado... muito menos pelos beneficiários...), resolva abdicar de princípios e calar-se perante tal abuso. Cabe agora a palavra a Lisboa!!! Estremoz, 22-Fevereiro-2010 Carlos Eduardo da Cruz Luna 
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Diogo Ventura
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Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt Enviado: 24 Fev 2010, 13:06 |
Registado: 08 Abr 2008, 09:55 Mensagens: 483
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PÚBLICO, LOCAL, 23-Fevereiro-2010 (ISTO É GRAVE!!!) NOTA PRÉVIA: O artigo seguinte é GRAVE. Espanha finge desconhecer que, segundo os acordos de 1968, AS DUAS MARGENS DO ALQUEVA SÃO PORTUGUESAS!! AQUI VAI A "CITAÇÃO":«Instrumento de ratificación del Convenio y Protocolo adicional entre España y Portugal para regular el uso y aprovechamiento hidráulico de los tramos internacionales de los ríos Limia, Miño, Tajo, Guadiana y Chanza y sus afluentes, firmado en Madrid el 29 de mayo de 1968.. Article III states: El aprovechamiento hidráulico de las siguientes zonas de los tramos internacionales de los restantes ríos mencionados en el artículo primero será distribuido entre España y Portugal de la forma siguiente: [...] E) Se reserva a Portugal la utilización de todo el tramo del río Guadiana entre los puntos  de confluencia de éste con los ríos Caya y Cuncos, incluyendo los correspondientes desniveles de los afluentes en el tramo.» ESTE TRATADO MANTEM-SE EM VIGOR, e assim foi reafirmado em 2002) Alentejo Espanhóis proíbem barcos portugueses de navegarem nas águas de Alqueva 23.02.2010 - 09:14 Por Carlos Dias 
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Diogo Ventura
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Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt Enviado: 25 Fev 2010, 13:33 |
Registado: 08 Abr 2008, 09:55 Mensagens: 483
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Correio da Manhã, 24-Fevereiro-2010 24 Fevereiro 2010 - 00h30 Guardia Civil espanhola já notificou dois utilizadores portugueses Barcos do Alqueva proibidos de navegar em Espanha
Os barcos portugueses estão proibidos de navegar nas águas do Alqueva do lado espanhol. A medida, imposta há um ano pela entidade espanhola Confederação Hidrográfica do Guadiana (CHG), já levou a Guardia Civil a notificar dois utilizadores dos barcos alugados à empresa Gescruzeiros quando navegam na zona extremenha de Cheles.
"É uma situação caricata. Há acordos assinados e cais em Espanha, mas por questões de segurança ou fiscalização proibiram a navegação em Espanha", referiu ao CM Eduardo Lucas, administrador da empresa.
Esta situação, segundo o responsável, foi comunicada ao autarca de Cheles, que mostrou desagrado com a proibição por afectar o turismo na região.
O CM contactou ontem a CHG, mas não obteve resposta.
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