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 Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt
MensagemEnviado: 05 Mar 2010, 12:43 

Registado: 08 Abr 2008, 09:55
Mensagens: 483
CORRECÇÃO! Foi a 25 de FEVEREIRO! FERNANDO NOBRE, CANDIDATO À
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
PORTUGUESA, FALA DE OLIVENÇA(trecho completo)

Fernando Nobre, candidato à Presidência da República, dá uma polémica
entrevista à SÁBADO
(25-Fevereiro-2010).

(...)"QUER LUTAR PARA RECUPERAR OLIVENÇA PARA PORTUGAL? R. NUMA
CONVERSA COM O REI DE
ESPANHA, QUE TEREI ENQUANTO PRESIDENTE, COM CERTEZA QUE HEI-DE FALAR DE
OLIVENÇA"(...)(Destaque da REVISTA!!!)

Pergunta: Diz que gostaria que o seu passaporte fosse de "terrestre".
Não teme ser visto
como utópico?
RESPOSTA: Não, eu tenho os pés bem no chão(...), chegará o momento, no
Universo, em que
os habitantes deste planeta serão conhecidos como os "terrenos". No
contexto actual, não,
sou português, e defendo a integridade territorial de Portugal. E NÃO
ESQUEÇO OLIVENÇA.
P.Mas acha que há condições para lutar para que Olivença volte a...?
RESPOSTA:Não para lutar, mas sim para não abdicar. Espanha também não
vai conquistar
militarmente Gibraltar, mas protesta e salienta que aquilo faz parte
de Espanha.
P: E nós devíamos protestar e salientar que Olivença faz parte de Portugal?
RESPOSTA:Com certeza, porque faz parte de Portugal pelos tratados
internacionais.
P: Tem que convencer o Governo disso.
RESPOSTA: É evidente, eu estou-lhe a falar enquanto cidadão, como
Presidente da
República...
P: Fala como cidadão ou como candidato à Presidência consoante as perguntas.
RESPOSTA: Não, por exemplo, numa conversa com o Rei de Espanha, que
terei enquanto
Presidente, com certeza que lhe hei-de falar de Olivença, COMO DOIS
SERES HUMANOS. Mas
não vamos começar a Guerra das Laranjeiras, vamos ter juízo.
P: Se for eleito, quem fica à frente da AMI(...)



Entrevista de Maria Henrique Espada e Sara Capelo e imagens de Bruno
Vaz e Joana Mouta
;) ;)


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 Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt
MensagemEnviado: 09 Mar 2010, 12:26 

Registado: 08 Abr 2008, 09:55
Mensagens: 483
PONTE DA AJUDA: A DESINFORMAÇÃO CONTINUA!!!!
Data: Mon, 08 Mar 2010 22:37:24 +0000 [22:37:24 WET]
De: carlosluna@iol.pt
Para: jas@sol.pt
A NOVA MALDIÇÃO DA PONTE DA AJUDA: A DESINFORMAÇÃO!
(NOTA: PEÇO A PUBLICAÇÃO DESTA NOTÍCIA; NO FIM , VAI A "REPORTAGEM",
TRADUZIDA, QUE
ESTEVE NA SUA ORIGEM!!!)
O articulista Luís Exposito, do "Hoy", de Badajoz, escreveu um
curioso artigo sobre a
Ponte da Ajuda, publicado no dia 7 de Março de 2010.
Por ele, ficamos a saber que a reconstrução da velha Ponte
manuelina da Ajuda que
ligava Elvas e Olivença (então portuguesa sem discussões)está parada,
uma vez mais, neste
ano de 2010. Exposito, baseando-se aliás em opiniões de Manuel Cayado,
Presidente da
Edilidade oliventina, conclui que por detrás desta situação deverá
estar a velha recusa
portuguesa em aceitar que Olivença seja território espanhol em termos
de direito
internacional.
O que impressiona é a sua descrição e interpretação dos
acontecimentos. Vale a pena
analisar os inúmeros erros em que cai.
Exposito ignora que, em Agosto de 1994, Madrid aceitou que fosse
Lisboa, e apenas
Lisboa, a construir uma nova ponte e a reconstruir a velha. O jornal
para que escreve
referiu-o muito claramente por essa altura. Não terá lido os arquivos?
Também parece ignorar que, em finais de 1999, forças da ordem
espanholas, quando a
nova ponte construída por Portugal já alcançara a margem oliventina,
"invadiram a obra e
a margem elvense, arrestando inclusivamente as máquinas, em violação
do acordado em 1994.
Tal facto, que causou escândalo, só foi conhecido em Maio de 2000, e
foi noticiado, uma
vez mais, pelo próprio "Hoy".
Em 11 de Novembro de 2000, foi inaugurada a nova Ponte da Ajuda,
que muitos conhecem
por Ponte General Humberto Delgado, por este, defensor de uma Olivença
portguesa, ter
sido assassinado próximo desta localidade em 1965 (e não em Villanueva
del Fresno). Na
cerimónia, não estiveram presentes autoridades nacionais portuguesas
ou espanholas, mas
somente concelhias, já que a Ponte não era, nem é, internacional.
Nenhuma placa em Elvas
indica Olivença como sendo espanhola.
Após o escândalo de finais de 1999, acordara-se em que Portugal
consentiria numa
reconstrução paga por Espanha da velha Ponte manuelina, desde que o
projecto fosse
aprovado pelo IPPAR (português, claro).
Em 2003, sem respeitar este aspecto, Espanha ocupou as duas
extremidades da velha
ponte, e, sem a autorização do IPPAR, após vedar os acessos, começou a
restaurá-la, muito
à pressa, o que ainda se vê no lado de Olivença. Uma restauração,
aliás, de má qualidade,
pelo desrespeito por normas elementares. O Estado português protestou
e pressionou, os
Amigos de Olivença recorreram aos tribunais, e as "obras" pararam...
mesmo porque os
reflexos na opinião pública portuguesa, desta vez, foram razoavelmente
sentidos e a
imprensa não escondeu o que se estava a passar. A
imprensa...portuguesa, claro, pois a
espanhola nunca se referiu, sequer, ao facto de as obras terem parado
em Junho de 2003.
Ainda na década de 1990, meios ecologistas espanhóis mostraram
preocupação pela sorte
da flor, raríssima, quase só existente na velha ponte, de nome
científico 'narcisus
humili', o que foi natural, e mesmo secundado por ecologistas
portugueses. Aqui, Exposito
afirma que foi Portugal que levantou o problama, o que é falso. Muito
curioso e
comprometedor foi o apoio dado a esses ecologistas por autoridades
regionais extremenhas
(espanholas, claro), insinuando que Portugal, se construísse a ponte
sozinho, estava a
fazer "perigar" uma espécie raríssima, e que talvez fosse melhor não
reconstruir nada.
Este argumento foi usado em 2000 e 2003, embora silenciado quando, no
início deste mesmo
ano, a Espanha efectuava a sua tentativa de reconstruir a velha ponte
"à pressa".
Por outras palavras, Luís Exposito desconhece a realidade dos
factos, e apresenta-os
de forma incompleta e com as responsabilidades completamente trocadas.
Não quero crer que o Jornalista esteja a fazer de propósito, mas
esta "reportagem" dá
uma imagem muito negativa das qualidades informativas do jornal de
Badajoz e da
informação feita em terras de Espanha no que a certos temas diz
respeito, principalmente
quando se fala de Olivença.
Faço um apelo ao "Hoy" no sentido de abrir as suas páginas a
trabalhos rigorosos sobre
este e outros temas. Caso contrário, fica-se com a ideia que alguém,
ou "algo", em
Espanha, quer dar informações deturpadas e tendenciosas,
principalmente aos leitores do
País. Assim não é possível um verdadeiro diálogo sobre temas
luso-espanhóis, e tais
atitudes não podem prenunciar nada de bom para o futuro das actuais
(excelentes) boas
relações entre Lisboa e Madrid.
Estremoz, 8 de Março de 2010
__________________________________________________
TEXTO (TRADUZIDO) ORIGINAL DO JORNAL ESPANHOL

PORTUGAL DETÉM PELA ENÉSIMA VEZ A RECONSTRUÇÃO DE UM DOS SÍMBOLOS DA RAIA
7-Março-2010
LUÍS EXPOSITO
Seis pessoas se encontravam na manhã da passada Quarta-Feira pelas
redondezas da Ponte
da Ajuda. Eram um casal de turistas de Badajoz, outra de "guardinhas"
fazendo a ronda, e
dois jornalistas deste diário ("Hoy", Badajoz). Pobre resultado
(balanço) para um dos
monumentos mais representativos da Raia. Deve tratar-se de uma das
poucas pontes do mundo
que separam em vez de unir. Semidestruído desde o ano de 1709 por
culpa da Guerra da
Sucessão espanhola, houve várias tentativas de reconstruí-lo,
sobretudo a partir dos anos
noventa (1990). Parecia que esta era a ocasião definitiva, mas
voltou-se a parar. Alguma
maldição deve pesar sobre uma construção condenada a permanecer
partida em duas para
sempre. Depois do fiasco de 2003, espanhóis e portugueses selaram o
que parecia ser outro
acordo. O Ministério da "Vivienda" havia consignado 750 000 Euros do
seu Orçamento de
2007 para a restauração. Nesse mesmo ano abria-se um concurso para a
execução (redacção)
do projecto definitivo. Ganhou a Empresa Prointec. Deveria oferecer
três alternativas que
apresentaria ao Ministério e que tinham que contar além disso com a
aprovação do Governo
luso. Mas a ideia deteve-se por aí. Dos 1,1 milhões destinados para o
ano de 2008 e os
1,3 para o ano de 2009, chegou-se ao vazio mais absoluto. As contas do
Estado para este
ano não prevêem nem um Euro. O Ministério não deu ao "Hoy" qualquer
explicação para a
"paralização", como também não o fez o "Alcalde" de Olivença, Manuel
Cayado. Mas este
mostra-se convencido de que por detrás está a causa de sempre: a
negativa, por parte do
Governo de Portugal, em permitir qualquer mudança. Olivença, em cujo
termo (território)
está a Ponte, era portuguesa até há apenas 200 anos. Como é sabido,
passou paras mãos
espanholas na Guerra das Laranjas, em 1801.P

A QUESTÃO TERRITORIAL
A situação ainda provoca mágoa em alguns sectores da sociedade
portuguesa, que
continuam a reclamar a soberania sobre o município. Portanto, recusam
"a priori" que se
reconstrua a Ponte da Ajuda, já que isso suporia aceitar de facto que
a fronteira está no
Guadiana e que Olivença é espanhola, uma coisa que o vizinho português
nunca reconheceu
publicamente. Trata-se de uma posição que tem muito menos lógica desde
o ano de 2000,
quando se inaugurou e abriu ao lado uma ponte nova que permite o
tráfego entre Olivença e
Elvas. Pagou-a Portugal, e o acordo previa que Espanha se encarregaria
de pagar o arranjo
da Ponte velha.
Quando se tornou necessário, grupos como os Amigos de Olivença
recorreram aos
tribunais para fazer parar qualquer desenvolvimento (avanço). Assim
parece que fizeram em
2000, com o acordo das duas pontes. Portugal também deteve as obras
que começaram do
lado espanhol em 2003, por problemas técnicos e ambientais. Além de
não estar de acordo
com os materiais, estava o 'narcisus humili'. É um tipo de flor em
perigo de extinção do
qual apareceram alguns exemplares na parte portuguesa da Ponte. Ambos
os projectos de
reconstrução seguiam as ideias do engenheiro José Antonio Fernández
Ordóñez, que previa
que (a velha ponte) tivesse só uso pedonal e pudesse ser parte de
rotas de caminheiros e
de visitas turísticas. Dizem os especialistas que a Ponte poderia ser
o eixo aglutinador
em redor do qual se desenvolveria uma importante actividade turística.
Mas agora terá de
conformar-se com uns poucos visitantes. Na Quarta-feira eram só seis.
;)


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 Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt
MensagemEnviado: 14 Mar 2010, 11:42 

Registado: 08 Abr 2008, 09:55
Mensagens: 483
DISCURSO/APRESENTAÇÃO/LANÇAMENTO OFICIAL DO LIVRO "A HERANÇA
PORTUGUESA NAS CONFRARIAS DE
OLIVENÇA"(12-Março-2010)

José Antonio González



Discurso La Herencia Portuguesa en las Cofradías de Olivença

Como no voy yo a acordarme, del día que volví a contemplarte, después
de tantos años
siendo yo un adolescente, lucía una incierta tarde de primavera, con
nubes de atardeceres
que no mienten y con susurros de vientos que hubieran llegado a
traicionar tu vetusto
palio.
Me hubiera gustado decirte tantas cosas…. que el sentido de mi
infancia fue forjado en un
Jueves Santo, que mis sueños irían desde entonces agarrados de tu
mano. Comenzó así
nuestra pequeña historia, acomodándome en uno de tus rincones que
cruzaban por la vecina
calle del Espíritu Santo, justo aquí al lado.
Y así fuimos creciendo, tu en tus cosas y yo en las mías. Comencé a
cargarme de la magia
de las horas, aquellas en donde un camarín sirve como pretexto a mi
propia identidad en
tardes de preparación de pasos.
Buscando a la vez, el anochecer y la tarde temprana de un Viernes
Santo, encontrando en
el sonido de tu matraca, los ritmos vitales del corazón. Imaginándome
hopas moradas o
negras como la única paleta cromática que puede dar sentido a mi trabajo.
Y de repente visité tu Capilla, la misma que nos tiene aquí reunidos
esta noche, reinaba
el silencio, aquel que Manuel dos Santos supo imprimir en tus
azulejos, el mismo recato
con el que aguarda en la Magdalena el frío estuco del altar de alguna
de las cofradías ya
perdidas, injustamente olvidadas.
Y como quien descorre una cortina te encontré en cualquier calle, de
repente todo fueron
recuerdos, las tardes de Jueves Santo en donde después de los Oficios,
te esperaba
celosamente desde los ventanales del Liceo, o el quinto domingo de
Cuaresma en donde
previo paseo por tus caminos, los recién germinados lirios morados me
avisaban de que era
un domingo especial.
Los días se desdibujaban entonces con el pretexto de una procesión.
Era tan difícil expresar los recuerdos en tesituras de aspiraciones
más mundanas, que me
olvidé de lo importante que has sido para la Historia mi Tierra.
Incluso llegué a imaginarte con hopas de otros colores, aquellas
mismas que desde Santa
Ana procesionaron con tonos rojizos; esas que rezumaban bajo la
entonación de un Christus
factus est el júbilo y la penitencia de cualquier pueblo Alentejano.
Aquellas mismas que recaudaron dinero para los más necesitados como
fue la hermandad de
Santa Luzia.
Fue entonces cuando decidí retratarte, poner mis recuerdos de niñez en
paz conmigo mismo,
ordenar mis pensamientos y relatar el porqué eres diferente a
cualquier lugar, y así
tener una excusa para inmortalizarte en los callejones de nuestra memoria.
Desde ese preciso momento, me propuse narrar tu personalidad con la
coartada de una
cámara, desprendiendo uno a uno todos los pétalos de ceniza que dan
sentido a tu pasado.
Buscando en tu complejo caminar la justificación de mis días.
Y con amor fraterno sigo amándote como la primera vez que te vi, aquel
que desdibujó un
farol de vela amarillenta y que entre susurros dio la venia a los
soberanos cofrades de
Olivenza.
Eres tú, Hernandad de la Misericordia y del Señor de los Pasos la que
hace que hoy tenga
nostalgia hacia mi pasado ya irrecuperable, ya que la vida es como
una lenta cofradía
que final pasa más rápido de lo que creemos y su devenir nos convierte
en esclavos de los
recuerdos.
Eres tú la que hace de excusa para que traiga a mis hijas a intentar
que encuentren en
los ocres de tus tardes de procesión, las mismas excusas para quedarme
siempre cerca de
esta Vila.
Sois vosotros cofrades, con vuestro esfuerzo, los que sobrepasáis la
dimensión cristiana
para hacer Historia con mayúsculas. Sin duda, lucháis día tras día
para que nuestra
localidad tenga una proyección diferencial en la Semana Santa.
Gracias a todos vosotros porque indudablemente sois los verdaderos
protagonistas de esta
noche.
Real Archicofradía de Nuestro Señor Jesús de los Pasos y Hermandad de
Nuestra Señora de
la Misericordia, sois testimonio vivo del esfuerzo de muchas
generaciones de oliventinos
que al igual que vosotros encontraron en la Pasión, un modo de vida y
un desvelo por
mejorar a vuestra manera la cultura popular que hoy nos hace
indiscutiblemente únicos.
Gracias de verdad a todos vosotros.

Excelentísimas Autoridades, Excelentísimo Ayuntamiento de Olivenza
Excelentísima
Diputación de Badajoz, Caja Extremadura, familiares, amigos, Junta de
Cofradías y
Hermandades…oliventinos siempre excelentes…. quiero empezar estas
palabras cargadas de
emotividad hacia mis recuerdos, haciendo un llamamiento especial a las
Cofradías, puesto
que son privilegiados trasmisores directos de una parte muy importante
del centenario
patrimonio que nos da contexto; siempre genial, siempre inmortal.
Podríamos verlo en cualquier ejemplo, en un Viernes Santo de procesión
temprana, en donde
Dios pasea muerto por la calle Caridad para volver a salir en otra
versión magnánima unas
horas después en diferente cortejo.
También la historia tiene sus caprichos, y algunos de los mayores aquí
reunidos podrán
relatar improvisadas procesiones en su niñez con tambores de lata, de
cruces guías que se
olvidaron o de sagrarios y altares fundidos en color negro bajo una sábana.
Pero por encima de nuestros recuerdos, siempre íntimos, siempre
afables, está la Cultura,
el Patrimonio y la Herencia que trasmitiremos a nuestros sucesores.
La Semana Santa de Olivenza, sirve de hilo conductor entre quinientos
años de cultura,
aquella que se forjó en ermitas y capillas como ésta, en las que
herreros, tallistas,
pintores e imagineros -varios años después - se encargaron de
perfeccionar con obras de
incalculable valor o con tallas religiosas que las mejores gubias de
la época supieron
inmortalizar.
Semana Santa única en la península, de hopas que sirven de pretexto a
la penitencia, de
curioso atuendo, de bandeiras o estandartes que de por sí nos enseñan
el valor de la
Pasión, de artefactos que marcan el silencio o de un Santo Entierro
por duplicado que en
ningún lugar además de éste podremos admirar.
Semanas Santas que de forma similar tuvieron que disfrutar en su
infancia, María da Cruz,
Panaças, Francisco Ruiz, Teófilo Borrallo o Antonio Lopes remodelador
de esta capilla.
Ellos, al igual que otros grandes oliventinos también disfrutaron de
la imponente visión
de la proyección de una hermandad en la calle.
Es hora de luchar por nuestro legado, de impulsar cantos de
Padeirinhas, de buscar en las
trastiendas de las iglesias el rico patrimonio que el pasado llenó de polvo.
Sólo admirando los matices, encontraremos el sentido de nuestra identidad.
Únicamente luchando y trabajando con nuestro propio impulso,
hallaremos la paz con la
Historia que nos ennoblece y el irresistible imán de Olivenza llegará
con más fuerza a
todos los que nos visiten.
¡Tantas y tantas cofradías olvidadas!, retablos que imploran ser
restaurados, imágenes
que bruñidores de diferentes tiempos inmortalizaron hasta nuestros
días, anécdotas
guardadas en archivos que están obligadas a ser conocidas por y para todos.
Es necesaria la concienciación, buscar en la identidad del pasado, las
señas que nos
hagan sentirnos orgullosos de nuestra herencia, de nuestros cultos, de
nuestras fiestas.
Con la Herencia Portuguesa en las Cofradías de Olivenza, intento como
siempre narrar con
la imagen exactamente esto, el precioso tesoro que nuestros
predecesores han sabido
transmitir y que de forma celosa ha sobrevivido a las embestidas de
guerras de ocupación,
incendios o terremotos como el de Lisboa.
El precio fue caro, por el camino se quedaron ricas piezas como las
banderías que antaño
ilustraban la pasión del Señor de los Pasos o archivos que fueron
destruidos en pasadas
contiendas….
De forma inteligente algunos ritos se han vuelto a recuperar, es el
caso del Arrojão que
cada Viernes Santo preludia en la puerta de la Magdalena el trágico
desenlace de una
Pasión Universal.
Fueron cientos de fotografías las que tomé de cada instante, de cada
calle, de cada tono
rojizo del atardecer que acompaña a nuestras ritos religiosos más profundos.
Con ellas me senté y dialogué, busqué pretextos, excusas para contar
una historia, el
mismo relato que pude contemplar en primera persona hace varias
décadas. Y así forjé una
trama en forma de imagen que sólo trata de contar humildemente, los
actos, tradiciones y
ritos que las dos cofradías más antiguas de nuestra localidad conservan.
El esfuerzo mereció la pena, bajo la apariencia de libro centenario,
intenté recopilar la
historia de cualquier Domingo de Pasión, novenario, Jueves o Viernes
Santo de cualquier
año. Intentando crear una pieza atemporal, llena de contrastes pero
con el intenso aroma
luso que todavía se puede apreciar en la calles de estación de penitencia.
Sólo tenemos que visitar cualquier localidad hermanada culturalmente a
Olivenza, como
Redondo, Monforte, o Beirós…. para encontrar en ellas los mismos
rasgos culturales que
respiramos en las agrupaciones mencionadas en el libro.
Sólo mirando en nuestro pasado encontraremos la identidad que todo
oliventino siente
dentro de su corazón.
Animo desde aquí, a recuperar todos los capítulos que nuestros días
han borrado y que
estas sencillas palabras de presentación de mi nuevo libro, sirvan
como propuesta para
que la Junta de Cofradías y Hermandades de Olivenza institucionalice
el Pregón de Semana
Santa como antesala a la exaltación de tan rico legado cultural y religioso.
Mi humilde aportación, sólo quiere servir para que la fotografía actúe
como modus
operandi de la crónica, haciendo contrabando con el verbo, elucubrando
con la imagen y
mostrando los ritos que podrían transportarnos através de los años y
comprender cual eran
nuestras costumbres en siglos como el XVI o XVII.
No puedo dejar de agradecer a tantas y tantas personas su apoyo; no
tendría tiempo de
enumerarlas, Diputación de Badajoz y Caja de Extremadura en las
personas de Inmaculada
Bonilla y Ramón Rocha, hermanos de la Cofradía del Señor de los Pasos
y Hermandad de la
Misericordia….pero muy en especial quiero dar públicas gracias a dos
compañeros de viaje
que desde el primer día lucharon codo con codo para que este libro
saliera adelante, José
Gómez y Aniceto Fernández; sin duda, con vuestro trabajo y desempeño
en esta Institución
que hoy nos alberga, honráis a vuestros antecesores como la Santa Casa
honra a Olivenza.
Sólo me queda a los asistentes, invitarles que ahonden en sus
recuerdos, que busquen en
la antesala de esta Semana Santa la Olivenza que les ha marcado año
tras año, puesto que
como he intentado prologar en el libro:
“La patria de cada uno de nosotros es nuestra propia infancia”.
Gracias a todos por estar esta noche aquí.
He dicho.
;)


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 Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt
MensagemEnviado: 29 Mar 2010, 22:20 

Registado: 08 Abr 2008, 09:55
Mensagens: 483
(MAIS NOTÍCIAS SOBRE A MORTE DO HOMEM QUE IA FAZER UMA BANDA DESENHADA
SOBRE OLIVENÇA, ACORDADO EM 14 de Janeiro de 2010, Almoço Anual,
Moisés, Lisboa)
OLIVENÇA, por José Gomes Antunes, autor de Banda Desenhada, 1937-2010

ÁLBUM ILUSTRADO DE PORTUGAL (década de 1960)(uma página por localidade)
OLIVENÇA TERRA DA SAUDADE
(por José Gomes Antunes, autor de Banda Desenhada, 1937-2010)
Embora indevidamente na posse de Espanha - Olivença continua a
ser, por todos os
motivos terra portuguesa. Por isso lhe chamamos, e muito justamente,
«terra da saudade.
Porque fora da Mãe Pátria, onde tem o seu lugar entre as outras terras
de Portugal,
Olivença representa para todos uma saudade bem viva e presente e
constante, enquanto a
nação espanhola, com a sua fidalguia habitual não nos devolver o que
nos pertence,
cumprindo aliás o que ficou estipulado no Tratado de Viena de 9 de
Maio de 1817 (ERRO:
1815). Em Lisboa existe o Grupo «Amigos de Olivença» que mantém a
chama sagrada dessa
saudade, lutando espiritualmente pelo regresso de Olivença à Pátria
Portuguesa.
(cinco fotografias: IMAGEM DO ALENTEJO (panorâmica geral)(«Bem
expressiva e verdadeira,
no seu aspecto geral, OLIVENÇA mantém indiscutìvelmente os seus traços
de terra
castiçamente alentejana e portuguesa»); GENTE DA NOSSA TERRA
(Carreira/Romón y Cajal)(«Os
Oliventinos são, também, por índole e por temperamento, autênticos
alentejanos e
portugueses. E, apesar de todas as dificuldades, conservam-se fiéis à
mãe Pátria); VELHAS
MURALHAS (muralha dionisina)(« Heróicas e altaneiras, a lembrar o nome
de Portugal e seus
feitos gloriosos a cada passo. Desde 1228, em qe os Templários a
conquistaram aos mouros,
OLIVENÇA é portuguesa»); A PORTA DO CALVÁRIO («Verdadeira relíquia da
História de
Portugal, foi construída no Reinado de D. João IV e ainda hoje possui
as Armas do Rei
Restaurador»); A PONTE DA AJUDA («Traço de união entre Elvas e
OLIVENÇA, que o mesmo é
dizer-se abraço firme e constante de Portugal à sua filha OLIVENÇA,
Terra da Saudade»)
;)


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 Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt
MensagemEnviado: 04 Abr 2010, 22:50 

Registado: 08 Abr 2008, 09:55
Mensagens: 483
UMA POESIA DE PÁSCOA ...FEITA POR UM NÃO RELIGIOSO!!!!
PÁSCOA EM OLIVENÇA

Pela Páscoa, celebrar a Paixão
é, em Olivença, coisa portuguesa,
pois que se mantém a tradição
que para muitos será surpresa!

Usa-se um rito, o do "arrojão",
único na sua rude singeleza;
em terras de Castela ou Aragão,
não existe, e causa estranheza!

Além da veste de Cristo de rojo,
uma moça, Verónica por um dia,
um sudário leva como despojo.

Ele é a prova da divina agonia,
uma bandeira de profundo nojo(*),
uma cristianíssima alegoria....

Estremoz., 04 de Abril de 2010
Carlos Eduardo da Cruz Luna

(*)"nojo" no sentido clássico de "tristeza".
;)


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 Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt
MensagemEnviado: 04 Maio 2010, 12:12 

Registado: 08 Abr 2008, 09:55
Mensagens: 483
EXPRESSO, 24 de Abril de 2010 (ref. a Olivença)
JOSÉ CUTILEIRO, O MUNDO DOS OUTROS Morrer sim mas
devagar « José Cutileiro, O mundo
dos outros « Opinião
Morrer sim mas devagar
José Cutileiro (www.expresso.pt)


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Alcácer-Quibir levou à entrega da Coroa portuguesa a Espanha de 1580 a
1640; hoje, meio
milénio de domínio mundial escorrega diante dos olhos dos europeus sem
parecer querer
voltar. No fim da descida, porém, a aterragem no século XXI será tanto
mais tolerável
quanto mais bem pilotada for. Para isso terá de haver chefes políticos
fortes (um fraco
rei faz fraca a forte gente), agora postos no poder já não por regras
dinásticas mas sim
por votos nas urnas. Não haverá desculpa se saírem maus: quem os
escolhe é o povo. Na
luta sem quartel do mundo globalizado os europeus têm de defender os
seus interesses com
unhas e dentes e quem os eleitores escolherem para os governar em casa
terá de se bater
por eles lá fora. Quem não entenda que só uma União Europeia vigorosa,
ombro a ombro com
os Estados que dela sejam membros, poderá garantir o futuro dos
europeus deveria ser
excluído à cabeça do rol dos candidatos. Cada chefe nacional europeu
intervém na vida de
todos os países da União; governações nacionais e governação da União
estão entrosadas;
se essa malha fosse destricotada e cada país se batesse sozinho contra
o mundo, depressa
ficaria sem força nem voz. Pátria, como mãe, há só uma mas a defesa
dos interesses de
cada europeu só poderá ser garantida se for tarefa de todos.
Governação contranatura? Não acho: De Gaulle disse que as nações eram
ovos cozidos e com
ovos cozidos não se faziam omeletas - mas vão-se fazendo saladas e não
se morre de fome.
Os europeus levaram dois mil anos em guerras entre si - mostram-no
toponímia, monumentos,
hinos, memórias e brigas em hibernação (a Portugal coube OLIVENÇA) -
mas apanharam tal
fartão de violência na primeira metade do século XX que os que puderam
escolheram viver
depois sem ela. O arranque foi bom. Medo de Estaline ajudou-os a não
se pegarem uns com
os outros e a bomba americana defendeu-os de Estaline sem terem de
andar aos tiros. Se
continuarem juntos talvez aguentem a velocidade de cruzeiro, embora
com a União Soviética
no caixote do lixo da História e o primo americano a dizer que não
usará a bomba seja
preciso adaptar a paz a exigências diferentes.
As guerras económicas e comerciais da globalização têm muito que ver
com as guerras
militares tradicionais: por exemplo, não há guerras entre bons e maus
(salvo em cabeças
simplórias ou em manhas para convencer cabeças simplórias), há, sim,
guerras de outros,
facultativas (poderemos meter-nos nelas ou não) e guerras contra
outros, obrigatórias. As
ordens de batalha diferem das ensinadas em academias militares mas há
requisitos que não
mudam: coração quente e cabeça fria são precisos para ganhar. Nessas
justas os cidadãos
estarão nas mãos dos chefes políticos que escolheram e convém que
tenham feito boa
escolha porque os troféus podem ser grandes e o castigo devastador.
Não há receita
milagrosa: os europeus precisam de quem saiba falar por eles e pela
Europa - e bater-se
pela Europa e por eles sem tréguas e sem quartel.
José Cutileiro
jpc@ias.edu
Texto publicado na edição do Expresso de 24 de Abril de 2010


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 Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt
MensagemEnviado: 10 Maio 2010, 20:34 

Registado: 08 Abr 2008, 09:55
Mensagens: 483
REVISTA "MAIS ALENTEJO" (Maio de 2010)(um oliventino)
ALENTEJANOS QUE DERAM NOVOS MUNDOS AO MUNDO
(...)
AIRES TINOCO - Aires Tinoco, natural da então portuguesa Olivença
(perto de Elvas), foi
moço de Câmara do Infante D. Henrique e em 1446 participou da
expedição à Guiná na
Caravela comandada por Nuno Tristão, um experiente navegador.
Dos 22 homens que desembarcaram com o comandante apenas escaparam
com vida, André Dias
e Álvaro da Costa, ambos escudeiros do Infante e também alentejanos
naturais de Évora. O
próprio comandante perdeu a vida.
Tinoco fez-se ao mar e conseguiu trazer a Caravela até à costa
portuguesa ao fim de
dois meses sem avistar terra, passando ao largo de Senegal, Gâmbia,
Mauritânia e
Marrocos, volta que mais tarde se designou a «Volta da Guiná».
(...)
;)


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 Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt
MensagemEnviado: 04 Jun 2010, 21:29 

Registado: 08 Abr 2008, 09:55
Mensagens: 483
SEMANÁRIO «SOL», 4-JUNHO-2010 (Notícia em destaque/um terço de
página))(ENTREVISTA
EXTRAORDINÁRIA)(«TAMBÉM PERTENCEMOS À LUSOFONIA», diz Joaquín Fuentes
Becerra, persidente
da Além Guadiana, 0034-626566469, alemguadiana@hotmail.com ,
fube67@hotmail.com )
SEMANÁRIO «SOL», 4-JUNHO-2010 (Notícia em destaque/um terço de
página))(ENTREVISTA
EXTRAORDINÁRIA)
OLIVENÇA MAIS PERTO DE SER PORTUGUESA
(Fotagrafia dos dois nomes da Rua López de Ayala/Antiga Rua da Rala)
«Ruas passam a ter inscrições com nomes lusos»
EM OLIVENÇA, terra de fronteira na Extremadura espanhola, os
habitantes mais velhos
ainda conhecem as ruas pelos seus antigos nomes portugueses -
denominações que revelam a
herança lusa e que foram substituídas na primeira metade do Século XX.
A Partir de 12 de Junho, a toponímia urbana da cidade vai revelar
«essa outra cultura,
desconhecida pelos mais jovens», desvenda Joaquín Fuentes, presidente
da Associação Além
Guadiana, mentora do projecto de recuperação dos nomes em português de
73 ruas, becos,
calçadas e praças da cidade - alguns que vêm da Idade Média.
O Projecto, que foi apresentado ao município de Olivença há um
ano, contempla a adição
dos antigos nomes destas 73 ruas, becos, calçadas e praças da cidade
aos actuais,
«mantendo a mesma tipologia e estética nas placas», explica Joaquín
Fuentes. É o caso da
actual Plaza de España, que vai ter, por baixo desta indicação,
"Terreiro Salgado". «No
século XVI, esta praça ficava fora das muralhas da cidade e, durante a
Inquisição, era
ali que se faziam os autos-de-fé. Depois, atirava-se sal por todo o
largo, num ritual de
purificação», explica o Presidente da Além Guadiana.
A par das novas placas, vão ser distribuídas brochuras turísticas
bilingues nos
principais pontos turísticos, contextualizando cada nome.

UMA "JANELA" PARA O FUTURO

«Olivença é um lugar único, com duas culturas, com uma história
que tem interpretações
diferentes. Isto tem de ser promovido como um motivo de orgulho»,
acredita o Presidente
da Além Guadiana. E é-o, para a maior parte da população.
«Se um forasteiro chegar a Olivença e perguntar a alguém onde fica
a Calle Victoriano
Parra, um oliventino não saberá responder. Conhece-a por Ruas das
Atafonas» (assim
chamada porque era a zona onde existiam as atafonas, ou moinhos),
explica Joaquín
Fuentes. A questão, lamenta, é que os mais jovens começam a
esquecer-se dessa herança
portuguesa, ainda bem patente no património edificado.
Esta iniciativa da Associação, criada há dois anos para promover a
unificação da
identidade lusa e espanhola de Olivença, é um passo determinante. «As
placas com as
inscrições nas ruas funcionarãp como uma "janela" para os jovens e
visitantes conhecerem
o passado da «villa». TAMBÉM PERTENCEMOS À LUSOFONIA», reivindica o
oliventino.
Sónia Balesteiros


Jornal "ALTO ALENTEJO", PORTALEGRE, 02-Junho-2010
(fotografia «CALLE LÓPEZ DE AYALA/ANTIGA RUA DA RALA)
OLIVENÇA RECUPERA AS SUAS RUAS
A Câmara Municipal de Olivença começou a recuperar os antigos
nomes em português das
ruas
da localidade. A iniciativa parte da associação cultural Além
Guadiana, que há um ano
apresentou à Câmara e aos diferentes representantes políticos de
Olivença um projeto
pormenorizado para a valorização da toponímia oliventina, com unânime
aceitação.

O projeto contempla a adição dos antigos nomes das ruas aos atuais,
mantendo a mesma
tipologia e estética nas placas. Assim, resgatam-se as denominações
das ruas, dos becos,
das calçadas, etc., que configuram o extenso casco histórico encerrado
nas muralhas
abaluartadas, com um total de 73 localizações. Tudo irá acompanhado de
um simbólico ato
inaugural e da edição de brochuras turísticas bilingues.

A maior parte da toponímia urbana de Olivença foi substituída ou
modificada na primeira
metade do século XX, embora alguns dos nomes continuem a ser
utilizados pela população
apesar das alterações, como nos casos da rua da Rala, da rua da Pedra,
da Carreira, etc.

Os antigos nomes das ruas falam-nos do passado português da ?Vila?,
como popularmente é
conhecida a cidade, desvelando aspetos diversos, amiúde desconhecidos,
da sua história.
Estes remontam a séculos atrás, muitos deles à Idade Média, aludindo a
pessoas ilustres
da História, a antigos grémios de artesãos, a santos objeto da devoção
popular ou à
fisionomia das ruas, entre outros aspetos.(...)Para a associação Além
Guadiana, trata-se
de uma iniciativa com
fins didáticos, culturais e turísticos, com a qual se resgata para o
presente uma parte
do passado oliventino.


Jornal "ALENTEJO POPULAR" (progressista, chega a todo o Alentejo),
Beja, 03-Junho-2010
Olivença do Alentejo em prol da matriz cultural portuguesa»

«Enquanto em Valença do Minho, de modo menos feliz, ainda há pouco se
exibiram bandeiras espanholas, em Olivença do Alentejo multiplicam-se
esforços em prol da matriz cultural portuguesa.»

«Vale a pena saber-se que «a Câmara Municipal de Olivença começou a
recuperar os antigos nomes em português das ruas da localidade. A
iniciativa parte da associação cultural Além Guadiana, que há um ano
apresentou à Câmara e aos diferentes representantes políticos de
Olivença um projecto pormenorizado para a valorização da toponímia
oliventina, com unânime aceitação.

O projecto contempla a adição dos antigos nomes das ruas aos actuais,
mantendo a mesma tipologia e estética nas placas. Assim, resgatam-se
as denominações das ruas, dos becos, das calçadas, etc., que
configuram o extenso casco histórico encerrado nas muralhas
abaluartadas, com um total de 73 localizações.

Tudo irá acompanhado de um simbólico acto inaugural e da edição de
brochuras turísticas bilingues. A maior parte da toponímia urbana de
Olivença foi substituída ou modificada na primeira metade do século
XX, embora alguns dos nomes continuem a ser utilizados pela população
apesar das alterações, como nos casos da rua da Rala, da rua da Pedra,
da Carreira, etc.

Os antigos nomes das ruas falam-nos do passado português da "Vila",
como popularmente é conhecida a cidade, desvelando aspectos diversos,
amiúde desconhecidos, da sua história. Estes remontam a séculos atrás,
muitos deles à Idade Média, aludindo a pessoas ilustres da História, a
antigos grémios de artesãos, a santos objecto da devoção popular ou à
fisionomia das ruas, entre outros aspectos.

A rua das Atafonas, a Calçada Velha, o Terreiro Salgado e o beco de
João da Gama" são alguns exemplos.

Com esta iniciativa pretende-se, enfim, realçar um interessante
componente da rica herança cultural oliventina, a toponímia,
contribuindo para testemunhar a história partilhada deste concelho e
para a tornar visível em cada recanto intramuros.

Os nomes ancestrais dos espaços públicos conformam uma janela que
convida a assomar-se e a explorar a apaixonante história de Olivença.
Expressados na sua originária língua portuguesa, constituem o
testemunho vivo de uma cidade onde se respiram duas culturas e são um
veículo que encoraja os mais novos a manter a língua que ainda falam
as pessoas mais velhas do município.

Para a associação Além Guadiana, trata-se de uma iniciativa com fins
didáticos, culturais e turísticos, com a qual se resgata para o
presente uma parte do passado oliventino».

Sim, como disse o poeta, "tudo vale a pena se a alma não é pequena".»


Jornal "REGISTO" (Distribuição gratuita por todo o Alentejo... e
"arredores"...),
03-Junho-2010
OLIVENÇA RECUPERA AS SUAS RUAS
Vale a pena saber-se que «a Câmara Municipal de Olivença começou a
recuperar os antigos nomes em português das ruas da localidade. A
iniciativa parte da associação cultural Além Guadiana, que há um ano
apresentou à Câmara e aos diferentes representantes políticos de
Olivença um projecto pormenorizado para a valorização da toponímia
oliventina, com unânime aceitação.

O projecto contempla a adição dos antigos nomes das ruas aos actuais,
mantendo a mesma tipologia e estética nas placas. Assim, resgatam-se
as denominações das ruas, dos becos, das calçadas, etc., que
configuram o extenso casco histórico encerrado nas muralhas
abaluartadas, com um total de 73 localizações.

Tudo irá acompanhado de um simbólico acto inaugural e da edição de
brochuras turísticas bilingues. A maior parte da toponímia urbana de
Olivença foi substituída ou modificada na primeira metade do século
XX, embora alguns dos nomes continuem a ser utilizados pela população
apesar das alterações, como nos casos da rua da Rala, da rua da Pedra,
da Carreira, etc.

Os antigos nomes das ruas falam-nos do passado português da "Vila",
como popularmente é conhecida a cidade, desvelando aspectos diversos,
amiúde desconhecidos, da sua história. Estes remontam a séculos atrás,
muitos deles à Idade Média, aludindo a pessoas ilustres da História, a
antigos grémios de artesãos, a santos objecto da devoção popular ou à
fisionomia das ruas, entre outros aspectos.

A rua das Atafonas, a Calçada Velha, o Terreiro Salgado e o beco de
João da Gama" são alguns exemplos.

Com esta iniciativa pretende-se, enfim, realçar um interessante
componente da rica herança cultural oliventina, a toponímia,
contribuindo para testemunhar a história partilhada deste concelho e
para a tornar visível em cada recanto intramuros.

Os nomes ancestrais dos espaços públicos conformam uma janela que
convida a assomar-se e a explorar a apaixonante história de Olivença.
Expressados na sua originária língua portuguesa, constituem o
testemunho vivo de uma cidade onde se respiram duas culturas e são um
veículo que encoraja os mais novos a manter a língua que ainda falam
as pessoas mais velhas do município.

Para a associação Além Guadiana, trata-se de uma iniciativa com fins
didáticos, culturais e turísticos, com a qual se resgata para o
presente uma parte do passado oliventino».

Sim, como disse o poeta, "tudo vale a pena se a alma não é pequena".
António Marques
;)


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 Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt
MensagemEnviado: 11 Jun 2010, 12:03 

Registado: 08 Abr 2008, 09:55
Mensagens: 483
A Associação Cultural Além-Guadiana prossegue na defesa da cultura oliventina:


Nascem as "Lusofonias" em Olivença
( http://alemguadiana.blogs.sapo.pt/94560.html#cutid1 )

No próximo sábado, 12 de junho, levar-se-á a cabo em Olivença a primeira edição das "Lusofonias", espaço dedicado à cultura do âmbito dos países de língua portuguesa.
As "Lusofonias" nascem com a vocação de ser um ponto de encontro e difusão das mais diversas manifestações culturais das quais poder fruir, vitalizando as raízes portuguesas de Olivença e fomentando a aproximação a Portugal e aos países de herança lusa.
Organizado pela associação cultural "Além Guadiana" com a colaboração da Câmara Municipal de Olivença, a Aderco (Associação para o Desenvolvimento Rural da Comarca de Olivença) e a Junta da Estremadura, terá lugar no Passeio Grande (antigo Terreiro do Chão Salgado) e contará com atividades de teatro, música, literatura e animação de rua, entre outras, que se desenvolverão durante todo o dia e até a meia-noite.
Paralelamente e ao longo de toda a jornada, haverá uma zona expositiva reservada a artesãos, à gastronomia e a instituições do espaço lusófono, bem como trabalhos ao vivo e animação por parte de agrupações musicais de Portel.
Às 10:30 h proceder-se-á à inauguração das "Lusofonías" e a um simbólico ato de apresentação das placas em português das ruas mais antigas da localidade, cujos nomes ancestrais acabam de ser recuperados, um ato que vai contar com a presença do presidente das câmaras municipais de Olivença e Tálega, Manuel Cayado e Inmaculada Bonilla, de representantes políticos locais e do presidente da Junta de Extremadura Guillermo Fernández Vara.
A seguir, os gigantes e cabeçudos dos "Gigabombos do Imaginário" animarão as ruas da cidade antes de passar a um dos atos mais importantes da jornada, a Leitura Pública Contínua em Português, na qual participarão oliventinos de todas as idades lendo ou recitando na língua de Camões.
A manhã será encerrada com o folclore de La Encina de Olivenca e das Cantadeiras de Granja.
À tarde, às 17:30 h, será projetada no Espacio para la Creación Joven o filme O Leão da Estrela, e haverá atividades de animação nas ruas, e às 19:30 h. uma atuação dos alunos de português da escola pública Francisco Ortiz.
As atividades continuarão com o conta-contos "Estória da Galinha e do Ovo" e, como encerramento, o concerto "O Canto dos Poetas", ambos interpretados pela associação eborense "Do Imaginário".
Criada há mais de dois anos para promover a cultura portuguesa em Olivença, nas suas aldeias e em Táliga, a associação Além Guadiana foi impulsionadora de diversas iniciativas no campo da língua, das tradições e, enfim, da cultura imaterial duma terra de rica história partilhada.
Realizadas só dois dias depois do Dia de Camões em Portugal, as Lusofonias, que apresentam na sua imagem promocional referências a ícones como Amália Rodrigues, Fernando Pessoa e Vasco da Gama, pretendem reivindicar que Olivença também pertence ao espaço cultural lusófono.

Associação Além Guadiana
Antigo Largo de Sto. António, 13
Olivença
www.alemguadiana.com
alemguadiana@hotmail.com ---
;)


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 Assunto da Mensagem: Re: Espaço...Realista da responsabílidade de carlosluna@iol.pt
MensagemEnviado: 12 Jun 2010, 13:52 

Registado: 08 Abr 2008, 09:55
Mensagens: 483
TEXTO DA AGÊNCIA LUSA, 11 de Junho de 2010 (após actualização)
Olivença: língua portuguesa e cultura lusófona vão "invadir" vila espanhola

por Agência Lusa, Publicado em 11 de Junho de 2010 | Actualizado há 2 horas

A língua portuguesa e a cultura dos países lusófonos vão "invadir"
Olivença (Espanha) no
sábado, durante a primeira edição das “Lusofonias”, uma iniciativa da
associação “Além
Guadiana”.

“Queremos promover a herança cultural portuguesa em Olivença e
fomentar o conhecimento de
Portugal e dos países lusófonos”, disse à Lusa Joaquín Fuentes
Becerra, presidente da
associação “Além Guadiana”.

“Com a realização desta iniciativa queremos também reivindicar que
Olivença faz ainda
parte do mundo lusófono. Os idosos de Olivença ainda falam português e
por isso queremos
promover as nossas raízes culturais portuguesas”, acrescentou.

Para desenvolver um vasto conjunto de actividades, no sentido de
promover a cultura e a
língua portuguesa, a organização do evento elegeu como imagens
promocionais da iniciativa
Amália Rodrigues, Fernando Pessoa e Vasco da Gama.

“São ícones de Portugal e da sua história. Como curiosidade posso
dizer que os familiares
de Vasco da Gama são originários de Olivença e desta forma vamos
relembrar esse facto”,
disse.

Um dos pontos altos do evento está agendado para as 10:30 (hora
portuguesa), quando se
proceder à inauguração das "Lusofonias" e a um “simbólico” ato de
apresentação das placas
em português das ruas mais antigas da localidade, cujos nomes acabam
de ser recuperados.

“As placas com os nomes das antigas ruas que estavam em português
foram utilizados em
Olivença até à primeira metade do século XX, por isso esta iniciativa
tem um cunho
cultural, didático e turístico”, sublinhou Joaquín Fuentes Becerra.

A iniciativa, que conta com a colaboração do Ayuntamiento de Olivença,
da Associação para
o Desenvolvimento Rural da Comarca de Olivença e da Junta da
Estremadura, vai ainda
contar com um vasto conjunto de atividades, entre as quais se destacam
peças de teatro,
música, literatura e animação de rua.

Em paralelo, haverá uma zona reservada a exposições, onde vão estar
artesãos, um espaço
dedicado à gastronomia e a instituições do espaço lusófono, bem como
trabalhos ao vivo e
animação musical a cargo de grupos de Portel (Évora).

A leitura pública contínua em português, na qual participarão
oliventinos de todas as
idades lendo ou recitando na língua de Camões, é outros dos pontos altos que a
organização destaca deste dia dedicado ao mundo lusófono.

Durante a manhã também haverá uma demonstração de folclore, através do
grupo “La Encina”
de Olivença e a atuação das Cantadeiras de Granja (Évora).

No período da tarde, será projetado no Espácio para la Creación Joven,
o filme “O Leão da
Estrela”, haverá actividades de animação nas ruas e ainda a atuação
dos alunos de
português da escola pública Francisco Ortiz, de Olivença.

A "Estória da Galinha e do Ovo" e "O Canto dos Poetas", ambos
interpretados pela
associação "Do Imaginário" de Évora, são outros dos atrativos desta
iniciativa promovida
pela associação “Além Guadiana”.
;)


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